Arrependimento: Um chamado inquestionavelmente vigente

Alguém certa vez disse que “os profetas menores são perturbadoramente atuais”. Isso porque suas mensagens discorrem  a nossa realidade como alguém que descreve um retrato falado. Joel é um exemplo explícito disso. A época de sua profecia era bastante grave, porém, muito sugestiva para uma analogia com os nossos dias.

Judá vivia uma “crise generalizada”. Gafanhotos invadiram a terra e devoraram todas as sementes e frutos. nas casas, os depósitos estavam vazios. O que os homens plantavam, não colhiam, porque a terra estava seca. No campo, os animais andavam tontos de fome de um lado para o outro. E como consequência, a casa de Deus não recebia mais ofertas de manjares, pois não havia o que oferecer. “Não havia alegria e nem festa”, como diz Joel (1:16 NTLH).
No entanto, mesmo que os gafanhotos fossem uma resposta de Deus para a negligencia do seu povo (Deuteronômio 28:38), isso não era o que Deus tinha em seu coração para eles. O que Deus realmente queria fazer com seu povo aparece no capítulo 2:20 em diante, onde O Senhor fala de restauração e avivamento! Restauração que Ele mesmo traria provendo alimento, cuidado e reverdecendo novamente o  campo. E avivamento porque Ele declara que “nos últimos dias derramaria O Seu Espírito sobre toda carne” (3:28). É nesse conjunto de acontecimentos que Joel convoca seu povo para voltar-se a Deus. É entre o juízo e a promessa, que Joel se levanta e convoca o povo para um arrependimento coletivo, diligente e sincero (2:12-17).

Assim como Judá, nós também vivemos uma “crise generalizada”. Não há gafanhotos, mas há pandemia. A economia também foi afetada. Muitos perderam emprego e/ou renda. Socialmente também há medo e incertezas. Religiosamente, templos fecharam porque não conseguiram se manter. Por outro lado, sobre nós também há uma promessa de restauração e avivamento. inclusive é a mesma promessa de avivamento que pairava sobre Judá. Se a promessa de derramar do Seu Espírito “nos últimos dias”  anunciada em Joel 3:28, já valia e era aplicada no dia de pentecostes, imagine hoje que “nossa redenção está mais perto do que quando cremos” (Romanos 13:11).

Entretanto, uma pergunta fica para refletirmos em nossos corações: Se vivemos uma crise generalizada como Judá e a promessa que estava sobre eles é exatamente a mesma que esta sobre nós, por que deveríamos achar que o que Deus espera de nós seria qualquer outra coisa senão arrependimento?
O arrependimento é um chamado vigente. Não podemos nos dar o “luxo” de revogá-lo. É tempo de se arrepender com urgência. Enquanto muitos estão com pressa de um novo ano como se ele nascesse com todos os “pingos nos ís”, Deus está com pressa de que nos voltemos para Ele. Enquanto muitos estão com urgência de uma vacina, a urgência de Deus é para um arrependimento dos homens. Um arrependimento que nos faça reocupar um lugar de intimidade com Ele, de novo.

“Ainda assim, AGORA MESMO diz o Senhor: VOLTEM-SE PARA MIM de todo o vosso coração…” (Joel 2;12)

Abraços Fraternos

Pastor Dirceu Júnior